20/12/2007
BPN Brasil planeja dobrar repasses do BNDES em 2008.
São Paulo, 20 de Dezembro de 2007 - O BPN (Banco Português de Negócios) pretende dobrar em 2008 o saldo da sua carteira de repasses do BNDES, que está atualmente em R$ 40 milhões. "Nossa operação típica é pequena, de R$ 2 milhões a R$ 3 milhões, concentrada em linhas de capital de giro para empresas com faturamento entre R$ 12 milhões e R$ 360 milhões", explica Carlos Catraio, presidente do BPN no Brasil. "Temos muitos negócios no forno, aguardando apenas a liberação", afirma ele.
Outro alvo do banco é disputar a construção e reforma de estádios de futebol para a Copa do Mundo 2014, que será sediada no Brasil. A Gazeta Mercantil apurou que o banco já está na concorrência do Grêmio (RS). "Nosso interesse é investir no setor imobiliário como um todo, incluindo shoppings e hotéis." O BPN também está assessorando a vinda de investidores estrangeiros interessados no setor no Brasil.
Acesso indireto "O resultado do segundo semestre deste ano será bem melhor que o do primeiro", antecipa o executivo. "Será o primeiro ano com dois semestres seguidos de lucro." No começo do ano, Catraio informou que pretendia dobrar o volume de ativos do banco, que terminou 2006 em R$ 224 milhões. Segundo ele, o objetivo será atingido. Só a carteira de crédito, que inclui avais e fianças, está atualmente em cerca de R$ 400 milhões.
"Boa parte do crescimento pode ser atribuído à parceria fechada com o IFC (braço de financiamentos ao setor privado do Banco Mundial), com foco em clientes com exportações para países abaixo do Equador", afirma Catraio. O presidente do banco diz ainda que a adoção do modelo de correspondente bancário ajudou o BPN a atingir a distribuição geográfica que pretendia no País: "Temos hoje 20 correspondentes em 50 cidades, do Ceará ao Rio Grande do Sul."
Além disso, a estratégia de acessar clientes do middle market não apenas diretamente também ajudou: "Descontamos recebíveis de empresas médias que compram a prazo de grandes que são nossos clientes", revela.
Consolidação No segmento de banco de investimentos, Catraio diz que o banco tem também muitos mandatos de venda de empresas em andamento. "Nos especializamos em ajudar empresas em fase pré-IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) a buscar sócios estratégicos estrangeiros, entre eles fundos de private equities", afirma o executivo. Para Catraio, 2008 será o ano da consolidação: "Já estamos com a casa arrumada, estrutura comercial montada, e uma boa base de clientes. Precisamos agora agregar mais clientes e vender mais produtos para a base que já temos", explica. O BPN Brasil é um banco múltiplo, com 80% do capital controlado pelo grupo Banco Português de Negócios e pelo Banco Africano de Investimentos (com fatia de 20%). A instituição atua nas áreas de crédito e financiamento, câmbio, banco de investimentos, repasses do BNDES e tesouraria.
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 1)(Léa De Luca)

"Nossa operação típica é pequena, de R$ 2 milhões a R$ 3
milhões, concentrada em linhas de capital de giro para
empresas com faturamento entre R$ 12 milhões e R$ 360
milhões."