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06/11/2007

IFC inclui BPN Brasil em programa de US$ 1 bilhão.

A International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, assinou ontem com o BPN (Banco Português de Negócios) Brasil acordo por meio do qual o banco de capital português no Brasil passa a participar no programa de estímulo ao comércio exterior da IFC, de US$ 1 bilhão no total.

Pelo Programa Global de Financiamento ao Comércio Exterior, a IFC pode cobrir até 100% do risco comercial do banco tomador do crédito ao comércio exterior - que será repassado a uma pequena e média empresa - e do risco político do país.

Entre os bancos participantes do programa, há os bancos emissores, geralmente de pequeno ou médio porte. São eles que vão tomar o crédito da IFC para repasse à empresa e/ou ter o seu risco comercial coberto pela corporação. É esse o papel que o BPN Brasil passa a assumir. Já o banco confirmador, geralmente um grande banco internacional ou um banco regional de menor risco de crédito, é o que fará o financiamento ao banco menor ou o que vai receber a garantia do IFC. A matriz do BPN em Portugal já era banco confirmador.

"No Brasil, o BPN é o único banco que cumpre ao mesmo tempo o papel de banco confirmador e emissor", diz o presidente do BPN do Brasil, Carlos Catraio. Segundo ele, a atuação do banco junto às pequenas e médias empresas de mais de 25 cidades médias no país foi fundamental para que ele passasse a fazer parte do programa do IFC. "O Brasil vai poder cada vez mais importar e exportar para países mais exóticos, de maior risco de crédito", afirma Catraio.

"O BPN se tornou uma aquisição estratégica para nosso programa, por conta de sua forte presença em Angola", disse Antonio Neto, da unidade de financiamento ao comércio exterior da IFC. Do capital do BPN Brasil, 20% são do Banco Africano de Investimentos (BAI), o maior banco privado de Angola, que tem entre seus principais acionistas a Sonangol, empresa petrolífera governamental angolana. Para Neto, o banco vai ajudar a incrementar o intercâmbio comercial entre a África e o Brasil e se comprometeu a fomentar o comércio intra-regional na América Latina, com destaque para o Haiti.

Desde outubro de 2005, quando teve início, o Programa Global de Financiamento ao Comércio Exterior da IFC já garantiu um total de US$ 1 bilhão em operações de financiamento ao comércio exterior. A América Latina é a segunda principal usuária, com destaque para o Brasil. De junho de 2006 a junho de 2007, foram garantidos US$ 230 milhões na região, acima dos US$ 170 milhões estimados.

No Brasil, são bancos garantidores todos os internacionais, mais Banco do Brasil, Itaú BBA e Unibanco. Entre os emissores, estão BicBanco, Daycoval, Indusval e Banco Mercantil do Brasil.

Valor Econômico - Cristiane Perini Lucchesi

                      


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"O Brasil vai poder cada vez mais importar e exportar para países mais exóticos, de maior risco de crédito."