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30/03/2007

Português de Negócios quer expandir atuação.

Em aproximadamente três meses de operação na Bahia, o Banco Português de Negócios (BPN Brasil) já conta com uma carteira de clientes com cerca de 20 empresas, a maior parte da capital e do Pólo Industrial de Camaçari. Desde dezembro passado, a instituição está atuando no estado através dos correspondentes Eliezer Novais e Lucas Borges. “São profissionais de muita confiança e larga vivência no setor bancário, mas as transações com nossa clientela se realizam via on-line, através de transferências entre contas. Os correspondentes apenas prospectam as empresas e fecham os contratos”, explica Carlos Catraio, diretor-presidente da instituição financeira, que tem sede no país em São Paulo. A curta experiência baiana já desperta a confiança do grupo português no mercado regional. “Temos interesse em expandir essa forma de atuação neste estado, ou seja, reunir mais profissionais que podem nos trazer um histórico de relacionamento e acesso a esta praça importante”, revela Catraio.

O diretor explica que o principal mercado do BPN Brasil é o chamado middle market (médias empresas, de capital nacional ou estrangeiro), que já representa mais de 50% da clientela da instituição. “Como somos focados nesse segmento de público – claro que, eventualmente, atendemos também grandes companhias –, nosso maior diferencial é poder oferecer acesso em nível de diretoria para empresas clientes, o que resulta em maior agilidade na tomada de decisões”, destaca. Como banco de atacado, a instituição concentra seus negócios na oferta de crédito (empréstimos em reais) e financiamento para comércio exterior, além de repasse de linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Temos uma área de banco de investimento, na qual buscamos sócios da empresas e parceiros para projetos imobiliários, turísticos e outros setores. Também atuamos no mercado de capitais”, acrescenta Catraio.

O balanço financeiro do BPN Brasil (www.bpnbrasil.com.br) referente ao segundo semestre de 2006, que acaba de ser publicado, demonstra o melhor resultado já obtido desde 2003, ano em que o banco foi fundado no país. O lucro líquido no período atingiu R$4,2 milhões, gerando taxa de rentabilidade anualizada (ROE) de 19,3%. No país, a instituição é controlada pelo Grupo Banco Português de Negócios (80%) e Banco Africano de Investimentos (20%), atuando, além da Bahia, em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Sergipe, sempre via correspondentes bancá-rios. Já em Portugal, onde foi fundado em 1993, o BPN possui 203 agências e mantém foco também no middle market. O grupo financeiro está presente ainda na França com seis agências.

Toni Vasconcelos  |  Correio da Bahia


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"nosso maior diferencial é poder oferecer acesso em nível de diretoria para empresas clientes, o que resulta em maior agilidade na tomada de decisões"