01/03/2007
BPN oferece serviço de butique a empresa média.
A crescente consolidação bancária brasileira é vista como uma oportunidade para o diretor executivo do BPN Brasil Banco Múltiplo S.A., Carlos Catraio. "Quando um banco médio é comprado por um maior, a agilidade que a instituição possuía desaparece. Com isso, temos mais espaço para crescer. Espero que o retorno cada vez melhor convença o acionista a investir mais no país", disse Catraio.
Controlado pelo Banco Português de Negócios (80%) e pelo Banco Africano de Investimentos (20%), o BPN Brasil está presente no país desde 2003. Inicialmente, resolveu financiar o consumo. Por isso, comprou a promotora de vendas Creditus. No ano passado, sob o comando de Catraio, resolveu focar em empresas médias, com faturamento de R$ 12 milhões a R$ 360 milhões por ano - mesma área do controlador em Portugal.
A mudança de estratégica garantiu o lucro líquido de R$ 4,167 milhões no segundo semestre, mas não compensou as perdas do início do ano. O prejuízo do exercício ficou em R$ 1,777 milhão
Catraio quer oferecer a essa faixa de empresa serviços de banco de investimento, como atração de investidor estratégico ou private equity até a preparação para uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), elaboração de balanços auditados e adoção de práticas de governança corporativa. Além disso, tem capital de giro, repasses do BNDES e financiamento ao comércio exterior.
O banco ainda origina crédito de consumo mas faz cessão da carteira. Dos R$ 224,097 milhões em ativos em 2006, cerca de R$ 50 milhões são financiamento ao consumo. (MCC)
Valor Econômico
