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18/12/2006

No Brasil, banco luso-angolano mira médias empresas.

São Paulo, 18 Dez (Lusa) - O Banco Português de Negócios Brasil (BPN Brasil) definiu como prioridade a atuação junto às médias empresas brasileiras e operações de comércio externo, principalmente com Angola, disse nesta segunda-feira Carlos Catraio, o presidente da instituição.

Catraio afirmou à Agência Lusa que o BPN Brasil "é a melhor combinação da lusofonia", uma vez que é controlado por capitais portugueses e africanos.

O BPN Brasil é controlado em 80% pela Sociedade Lusa de Negócios (SLN), e os restantes 20% pertencem ao Banco Africano de Investimentos (BAI), o maior banco privado angolano, que tem entre seus principais acionistas a Sonangol, estatal angolana de petróleo.

"As afinidades culturais entre Brasil e Angola são muitas e os brasileiros são os candidatos naturais a ajudar na reconstrução angolana", afirmou o presidente do BPN Brasil.

Catraio salientou ainda que, no ano passado, cerca de mil empresas brasileiras exportaram para Angola, um aumento de 74% quando comparado a 2003, com um total exportado de US$ 500 milhões (pouco mais de R$ 1 bilhão).

Parcerias público-privadas

O presidente do BPN Brasil disse ainda que planeja expandir a atuação junto aos programas de parcerias público privadas (PPP's) do governo brasileiro para obras de infra-estruturas.

"Vamos utilizar no Brasil todo o conhecimento que o grupo acumulou com as PPP em Portugal", disse o executivo, que trabalhava no Unibanco antes de assumir o BPN Brasil em fevereiro deste ano.

BPN Brasil

Atualmente com um capital de R$ 50 milhões e ativos de R$ 161 milhões, o BPN iniciou as suas operações no Brasil em 2004, ao adquirir do Banco Itaú a instituição financeira Itauvest, que já tinha autorização para receber capital estrangeiro.

No início de dezembro, o BPN Brasil trabalhou na operação de venda da Ergi, uma imobiliária controlada pela Sociedade Lusa de Negócios (SLN), em São Paulo.

A SLN vendeu a imobiliária ao grupo brasileiro WTorre Empreendimentos Imobiliários por R$ 385 milhões.

Adquirida pelo BPN em 2002, A Ergi é proprietária de um terreno de 60 mil metros quadrados, na zona sul de São Paulo.

Agência Lusa


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"As afinidades culturais entre Brasil e Angola são muitas e os brasileiros são os candidatos naturais a ajudar na reconstrução angolana"